CRF-MT reforça papel do farmacêutico na segurança do uso de medicamentos
O Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT) reforça a importância da atuação dos farmacêuticos na farmacovigilância, especialmente na identificação e notificação de reações adversas e outros problemas relacionados ao uso de medicamentos e vacinas. A orientação faz parte de nota técnica elaborada pelo Conselho.
Por estar em contato direto com a população nas farmácias e drogarias, o farmacêutico ocupa posição estratégica para identificar suspeitas de falhas terapêuticas, reações indesejadas e interações medicamentosas durante o atendimento, além de realizar os registros e encaminhar as notificações aos órgãos reguladores.
A coordenadora técnica e farmacêutica do CRF-MT, Karina Luckmann, destaca que a farmacovigilância deve fazer parte da rotina profissional. “A atuação do farmacêutico não termina na dispensação do medicamento. É fundamental acompanhar, orientar e estar atento aos relatos dos pacientes. A notificação de uma suspeita pode contribuir para identificar riscos e tornar o uso dos medicamentos mais seguro para toda a população”, ressalta.
Entre as ocorrências monitoradas estão reações adversas, inefetividade terapêutica, erros de medicação, intoxicações, uso abusivo e interações entre medicamentos, alimentos e fitoterápicos.
Nos casos de suspeita de evento adverso envolvendo medicamentos ou vacinas, a notificação deve ser feita pelo VigiMed, plataforma oficial adotada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já situações relacionadas a desvios de qualidade, como defeitos na embalagem, alterações de cor ou odor e problemas de rotulagem, devem ser registradas no Notivisa.
O CRF-MT ressalta ainda que não é necessário ter certeza de que o medicamento causou o evento para realizar a notificação. A suspeita clínica fundamentada é suficiente para o registro, cabendo posteriormente aos órgãos competentes avaliar a relação de causalidade.
Para o Conselho, fortalecer a farmacovigilância nas farmácias e drogarias é fundamental para ampliar a segurança dos pacientes, estimular o uso racional de medicamentos e contribuir para a prevenção de danos à saúde.
